Antes de decidir estudar medicina no Paraguai, uma das maiores dúvidas é: como é o dia a dia lá? A cidade é segura? Tem estrutura para estudantes? Como funciona a moradia? Este artigo responde essas perguntas com informações de quem está em Pedro Juan Caballero.

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Estudantes brasileiros
+12 mil
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Universidades
6 faculdades
🇧🇷
Fronteira com
Ponta Porã (MS)

A cidade em 2026

Pedro Juan Caballero se transformou completamente nos últimos anos por causa do fluxo de estudantes brasileiros. Quem chega hoje encontra uma cidade com infraestrutura voltada para esse público: repúblicas modernas, restaurantes universitários, gráficas, livrarias médicas, farmácias e serviços de toda a natureza.

A maioria dos estabelecimentos no entorno das universidades aceita reais e fala português. Nas faculdades, os corredores são majoritariamente brasileiros — você vai ouvir muito mais português que espanhol no dia a dia.

Moradia: onde os estudantes ficam

Você tem duas opções principais:

Morar em Pedro Juan Caballero (lado paraguaio). É a opção de quem quer estar mais perto da faculdade. Há repúblicas bem estruturadas, apartamentos modernos e quitinetes. O custo é menor que no Brasil — a moradia sai a partir de R$1.000 por mês.

Morar em Ponta Porã (lado brasileiro) e cruzar todo dia. Essa é a opção mais comum entre os estudantes. Você mora no Brasil, com toda a segurança e familiaridade, e cruza a pé ou de carro para estudar. A fronteira é uma avenida — leva minutos. Muitos preferem essa opção especialmente nos primeiros semestres.

💡 Dica

Se você está vindo de longe e vai morar lá, chegue alguns dias antes do início das aulas para conhecer as repúblicas, ver os apartamentos pessoalmente e escolher com calma. Não feche nada online sem ver antes.

Alimentação

A alimentação em Pedro Juan é farta e barata. Há restaurantes universitários próximos às faculdades onde você almoça bem por valores muito abaixo do Brasil. A culinária é uma mistura de paraguaia e brasileira — arroz, feijão, churrasco, mandioca.

Supermercados também são bem abastecidos. Muitos estudantes fazem as compras de mercearia no lado brasileiro (Ponta Porã) e levam para o Paraguai. O custo mensal de alimentação fica entre R$600 e R$900 dependendo dos seus hábitos.

Segurança e dia a dia

É a dúvida que todo mundo traz, e a rotina de quem estuda aqui costuma surpreender. A comunidade estudantil vive em bairros conhecidos, com repúblicas organizadas e uma rede de apoio grande entre brasileiros. Muita gente ainda prefere morar em Ponta Porã, do lado brasileiro, e atravessar a avenida para estudar.

Como em qualquer cidade, o bom senso de sempre vale aqui: conhecer bem os bairros estudantis e seguir as dicas de quem já mora na fronteira. Quem chega com orientação se adapta rápido. É para isso que a gente está aqui.

Lazer e vida social

A vida social em Pedro Juan é movimentada. Com mais de 12 mil estudantes brasileiros, há shows de artistas brasileiros, festas universitárias, bares e restaurantes animados. A cidade tem cassinos (permitidos no Paraguai), shoppings e uma noite ativa.

A fronteira também ajuda: você pode passar o fim de semana em Ponta Porã, que tem shoppings, cinema e toda a estrutura de uma cidade média brasileira. Para quem é do Mato Grosso do Sul ou estados próximos, visitar a família é uma viagem de ônibus comum.

A rotina de estudos

As aulas costumam ser no período da manhã ou tarde, dependendo da universidade e do semestre. A carga é intensa — medicina é medicina em qualquer lugar. Os professores são paraguaios e de outras nacionalidades, e as aulas são em espanhol.

A maioria dos estudantes se adapta ao espanhol médico em poucos meses. No começo é difícil, mas com o convívio diário e o vocabulário específico da área, o processo é natural. Grupos de estudo entre brasileiros são muito comuns e ajudam muito na adaptação.

ℹ️ Sobre o espanhol

Não espere dominar o espanhol do dia a dia — o que você vai aprender é o espanhol médico. Termos de anatomia, patologia e clínica em espanhol. Para o Revalida (que é em português), isso não é um problema.

E a saudade de casa?

A saudade da família existe para qualquer estudante que muda de cidade. A vantagem aqui é a fronteira: o Brasil está do outro lado da avenida, e para quem é do Mato Grosso do Sul ou de estados vizinhos, visitar a família é uma viagem curta.

Mas quem consegue criar vínculos com a comunidade estudantil brasileira — e são muitos, são mais de 12 mil pessoas — encontra uma rede de amizade forte que fica para a vida toda.

Quer saber mais sobre como é viver lá?

Nossa equipe está em Pedro Juan Caballero e pode responder qualquer dúvida sobre o dia a dia na fronteira.

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